domingo, 24 de abril de 2011

A descoberta da joaninha - Bellah Leite Cordeiro - Temas: Amizade, caridade, amor ao próximo, bondade, fraternidade, solidariedade...

Dona Joaninha vai a uma festa em casa da lagartixa.
 Vai ser uma delícia!
 Todos os bichinhos foram convidados...
 Dona Joaninha quer ir muito bonita!
 Porque, assim, todo mundo vai querer dançar e conversar com ela!
  E ela poderá se divertir a valer!...
  Por isso, colocou uma fita na cabeça, uma faixa na cintura, muitas pulseiras nos   braços e ainda levou um leque para se abanar.
 No caminho encontrou Dona formiga, na porta do formigueiro, e disse:
 - Bom dia, Dona Formiga!
 Não vai à festa da lagartixa?
 - Não posso minha amiga. Ontem fizemos mudança e eu não tive tempo de me preparar...
 - Não tem problema! Tudo bem! Eu posso emprestar a fita que tenho na cabeça e você vai ficar linda com ela! Quer?
- Mas que legal Dona Joaninha!
Você faria isso por mim?
- Claro que sim! Estou muito enfeitada! Posso dividir com você.
  E lá se foram as duas. A formiga radiante com a fita na cabeça.
  Dali a pouco encontraram Dona Aranha, na sua teia, fazendo renda.
 Ao ver as duas, a aranha falou:
  - Oi! Aonde vão vocês duas tão bonitas?
  - À festa da lagartixa! Você não vai?
  _ Sinto muito! Não posso... Tive muitas despesas e sem dinheiro não pude me preparar para a festa!
  Não seja por isso! Disse a Joaninha - Estou muito enfeitada! Posso bem emprestar as minhas pulseiras... Vão ficar lindíssimas em você!
 - Que maravilha! Disse a aranha entusiasmada.
 - Sempre tive vontade de usar pulseiras nos braços! Dona Joaninha, você é legal demais! Sabia?
 E dona Aranha, muito feliz, acompanhou as amigas. 
 Logo adiante encontraram a taturana. Como sempre, morrendo de calor!
 - Oi, Dona Taturana! Como vai?
- Mal! Muito mal com esse calor!...Sabe que nem tenho coragem de ir à festa da lagartixa?
 - Ora! Mas para isso dá-se um jeito! Disse a Joaninha muito amável. - Poderei emprestar o meu leque.
 E lá se foi também a taturana, felicíssima, abanando-se com o leque e encantada com a gentileza da amiga.
 Mas, logo depois, deram de cara com a minhoca, que tinha posto a cabeça para fora da terra para tomar um pouco de ar.
- Dona Minhoca não vai à festa? Disse a turminha ao passar por ela.
- Não dá, sabe? Eu trabalho demais! Quase não tenho tempo para comprar as coisas de que preciso... E, agora, estou sem ter uma roupa boa para vestir! Sinto bastante! Porque sei que a festa vai ser muito legal! Mas, que se vai fazer...
 - Ora, Dona Minhoca - disse a joaninha com pena dela. - Dá-se um jeito... Posso emprestar a minha faixa e com ela você ficará muito elegante!
A minhoca ficou contentíssima! E seguiu com as amigas para a festa.
Dona Joaninha estava tão feliz com a alegria das outras que nem reparou ter dado tudo o que ela havia posto para ficar mais bonita.

Joaninha para colorir

sábado, 23 de abril de 2011

Livro - UNIVERSO INFANTIL - Claudia Schmidt

Universo Infantil está dividido em 12 capítulos, cada um com um tema. Assuntos como família, reencarnação, felicidade, virtudes, caridade e amizade guiam as histórias criadas por Claudia nesta década. Trata-se de uma seleção dos textos mais significativos para a escritora, publicados originalmente no jornal “Seara Espírita”, editado pelo Grupo Espírita Seara do Mestre (Gesm), de Santo Ângelo, e que atualmente tem uma tiragem de 50 mil exemplares por mês. O Seara Espírita tem uma área especial para as crianças, a “Seara Infantil”. E é nela que Claudia Schmidt tem publicado suas histórias. Em 2010, com incentivo do presidente do Seara do Mestre, Antonio Nascimento, e da própria Fergs, o livro Universo Infantil foi editado e já está à venda na livraria do Gesm e em outros pontos do estado.
http://www.searadomestre.com.br/

quarta-feira, 20 de abril de 2011

DEDÉ, O ELEFANTINHO

Na clareira de uma grande floresta morava, com sua família, um pequeno elefante. Pequeno, modo de dizer, porque na realidade ele era muito maior que qualquer dos outros animais da floresta, seus amigos. No entanto, esse elefantinho, que possuía uma família amorosa, uma vida tranquila, bons amigos e um lugar lindo para morar, viviam sempre insatisfeitos. E sabem por quê? Por causa da sua tromba que era enorme!
Olhava os outros animais e não se conformava com seu aspecto. E perguntava para sua mãe:
- Por que só eu, mamãe, entre todos os meus amigos, tenho o nariz tão comprido e tão feio?- Porque Deus quis assim, meu filho. E tudo o que Deus faz é bem feito, Dedé.
- Mas eu queria ter o focinho delicado como o coelho, ou o elegante focinho afilado da raposa! - respondia o elefantinho revoltado.
Inconformado com a sua figura, o pobre Dedé ficava horas a mirar-se nas límpidas águas do lago, chorando e se lamentando da sorte:- Buá!... buá!... buá!... Como sou horrível!
Certo dia, após muito chorar, deitou-se à sombra de uma árvore e dormiu. Quando acordou, para espanto seu, notou que alguma coisa estava faltando nele. Afinal descobriu:- Minha tromba sumiu! Viva!... Minha tromba sumiu!...
No lugar dela havia um focinho como o do porco, parecendo uma tomada. Agradeceu a Deus o socorro que lhe enviara e levantou-se para mostrar aos amigos o seu novo e belo focinho, tão elegante e discreto.
Mas como estava muito calor, Dedé resolveu refrescar-se nas águas do lago.
Tentou pegar água com o focinho para lavar as costas, mas não conseguiu. E era tão bom quando podia jogar água como um chuveiro!
- Não tem importância, pensou. - Estou com fome e vou comer algumas folhas.
Saiu da água e dirigiu-se para a árvore onde lá no alto viu umas lindas e tenras folhinhas novas.
Logo percebeu que não conseguiria.
Esticou... Esticou... Esticou o focinho e nada. Era muito curto e não conseguia alcançar o galho da árvore.
Tentou apanhar algumas folhas no chão, como sempre fazia com a tromba, mas também não deu certo.
Chiiii! Tentou coçar as costas, tentou tomar água, mas tudo sem resultado.
Ele, que estava tão satisfeito e animado com o novo focinho, começou a ficar triste e desolado, pensando que ia morrer de fome e sede sem a sua tromba.
Andou um pouco pela floresta pensando em como iria resolver o seu problema, quando encontrou o coelho e o esquilo, seus amigos. Ambos deram um grito, assustados, sem o terem reconhecido.- Sou eu, Dedé. Não me reconhecem?
O coelho e o esquilo olharam para ele, já mais tranquilos, e responderam a uma só voz:- O que aconteceu, Dedé? Você está horrível!
E ele contou como tinha pedido tanto a Deus para que lhe tirasse a tromba indesejável.
- Ora, e agora como é que você vai nos levar para passear nas suas costas? Sem a tromba, como é que vamos subir?- É mesmo! - lembrou-se Dedé, já arrependido.
Deixou os amigos e foi para casa. Mas seu pai, sua mãe e os irmãozinhos não o aceitaram, dizendo:- Vá embora! Não reconhecemos você!
- Mas eu sou o Dedé! Não me reconhecem?
- Mentiroso. O Dedé é bem diferente e tem uma linda tromba como a nossa. Suma daqui!
E o elefantinho, expulso pela família que ele tanto amava e que não o reconhecera, afastou-se a chorar desconsolado.
Nisso, Dedé acordou ainda com lágrimas a caírem pelo seu rosto. E muito satisfeito percebeu que tudo não passara de um sonho. Olhou sua tromba, novamente no lugar, com muito carinho, e suspirou aliviado.
Correu a contar à sua mãe o sonho que tivera e acrescentou com firmeza:
- Agora eu sei que Deus sabe realmente o que faz. Nossa tromba é muito importante e útil em nossa vida.
- Exatamente, meu filho, e fico feliz que você tenha entendido essa verdade - concordou sorrindo a mãe de Dedé.
E desse dia em diante nunca mais Dedé desejou ser diferente, vivendo sempre feliz com o que Deus lhe concedera.
TIA CÉLIA

terça-feira, 19 de abril de 2011

Para imprimir e colorir


Nico e Néco, os Cangurus.

Tema: Obediência.
Ciclo: Jardim

Era uma vez uma senhora canguru que morava na Austrália. Dona canguru tinha dois filhos que haviam nascido no mesmo dia, "por isso eram gêmeos". Chamavam-se Nico e Néco. 
Dona canguru levava os filhinhos na bolsa. É uma bolsa dela mesmo. Do seu próprio couro, onde ela guarda seus filhotes.  Então todos os cangurus que moravam na zona, reuniram-se para conhecer Nico e Néco.
          _É interessante, como são parecidos! Exclamou o Rei Canguru, que governava o rebanho. Como a senhora sabe qual é este ou aquele?
Eu sei qual é este ou qual é aquele, respondeu Dona Canguru, mas isso é um segredo meu.
 A comadre com seus gêmeos também vieram.
         E ficou admirando os filhotes, perguntando se eles eram comportados.
Mamãe de Nico disse que ele é comportado, mas o Néco é muito desobediente. Quando me descuido, ele pula para fora da bolsa. Quer aprender a saltar antes do tempo. E ainda disse ela, ensino-lhes boas maneiras, Palavras mágicas, como muito obrigado, bom dia, licença, faz favor, etc., ensino orações antes de dormir e de levantar-se.
Já estavam crescidinhos, quando uma tarde mamãe canguru saiu como de costume para passear com os filhotes, e ensiná-los a saltar.
Nico e Néco saíram saltando, através da campina verdejante e interminável. Mamãe dizia: não vão longe que é perigoso. Há uma malta de lobos vorazes, portanto perigosos.
Mas começou a escurecer e os irmãos queriam apostar uma corrida. Propôs Néco a Nico.
          Saíram pulando, pulando sem dar atenção a mamãe.
 Os lobos apareceram e a corrida foi geral. Os cangurus assustaram-se, fugiram e perderam-se da mamãe e foi aquela choradeira.
 Não tinham onde dormir. A noite foi chegando e começou o pânico. Néco era o que chorava mais. A noite era escura e começaram a escutar muitos ruídos. O pio da coruja, o uivo dos lobos, e o canto de outras aves noturnas. 
  De repente ouviram dois estalos de galhos secos e viram dois ursinhos muito bonitos que vinham chegando. Ursinho, disse Néco, sobe na árvore e vê se mamãe vem vindo. O ursinho trepou na árvore, mas não viu nada e o Néco e Nico choraram muito.
          Logo em seguida, apareceu um macaco e logo foi trepando pelas árvores e saltando de galho em galho. Néco pediu a ele que espiasse para ver se mamãe vinha. O mico olhou, e também não viu nada.
 Nisto que susto, uma enorme cobra vinha chegando e estava pronta para dar um bote em Nico.
         Que susto meu Deus!
 O macaco espantava a cobra com barulho e pulos, mas nada adiantava porque a danada estava com intenção de comê-los.
          Nisto, lá ao longe vinha mamãe e o macaco ficou pulando no galho de contente e dizia: Lá vem mamãe, lá vem mamãe. Foi a conta, a cobra ficou parada para o bote.
 Nesse instante a mamãe chegou e pulou sobre a danada e torceu-lhe o pescoço. A cobra contorceu-se toda e ficou imóvel. Estava morta.
         Graças a Deus mamãe chegou a tempo. Nico e Néco não esperaram mais, correram para a mamãe e saltaram logo para a bolsa. A comadre chegou também, e seu filhote que estava fora da bolsa, tratou de pular para dentro dela.
          Isso serviu de lição. Porque dali por diante todos se comportaram melhor e obedeceram a suas mães.

                                                    FIM

segunda-feira, 18 de abril de 2011